Não tenho palavras para expressar a pena que tenho, nem o tanto que sinto...
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Este Inverno mata-me
Todos os anos tenho a mesma sensação; de que não vou conseguir sobreviver a tanto frio, chuva, céu nublado, dias cinzentos, peganhentos e arrastados... Cada vez é mais difícil suportar estes meses, agora com a angústia do estado de saude das crianças, que piora cada vez que aumenta o frio.
Hoje disseram-me que há pessoas alérgicas ao frio, e lá descobri mais uma patologia minha: sou alérgica ao frio. A falta de energia e de alegria, as mãos geladas, quase mortas, os lábios ressentidos e a pele ressequida, os ossos que me doem até à alma... são sintomas-testemunhas deste mal-estar que só o Sol, o Mar e o Vento quente podem afogar!
Hoje disseram-me que há pessoas alérgicas ao frio, e lá descobri mais uma patologia minha: sou alérgica ao frio. A falta de energia e de alegria, as mãos geladas, quase mortas, os lábios ressentidos e a pele ressequida, os ossos que me doem até à alma... são sintomas-testemunhas deste mal-estar que só o Sol, o Mar e o Vento quente podem afogar!
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
domingo, 3 de janeiro de 2010
"Traduzir-se" ou traduzir-me
Como sabem os amigos, é uma obsessão conhecer-me, analisar-me, explicar-me, compreender-me... que, como todas as obecessões, tem muitas vezes o efeito perverso de me fazer perder ainda mais no labirinto da consciência (ou da falta dela). Ainda assim, acho que tenho feito progressos, graças (ou não) à ajuda especializada.
Descobri este poema e este poeta, com Adriana Calcanhoto que também musicou o poema de Mário de Sá-Carneiro "O outro". O poeta é Ferreira Gullar e o poema chama-se
TRADUZIR-SE
Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?
Descobri este poema e este poeta, com Adriana Calcanhoto que também musicou o poema de Mário de Sá-Carneiro "O outro". O poeta é Ferreira Gullar e o poema chama-se
TRADUZIR-SE
Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?
sábado, 2 de janeiro de 2010
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
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